Capítulo 12: uma escolha, um final.

[...]
Chovia aquela noite..
e como se um flash tivesse surgido dentre meus pensamentos, eu percebi que
procurar não era mais a questão,
eu já o tinha encontrado; ele era mais do que eu queria, exatamente o que eu precisava, mas a escolha dele não era compatível com a minha..ele NÃO queria o mesmo que eu;

ele tinha seus motivos, seus pensamentos indecifráveis.. encantador de qualquer maneira; tentador do seu próprio jeito, inocente.
Como eu poderia desistir de alguém que eu sempre quis? O que eu faria com toda minha ânsia de viver tudo que eu havia guardado por tanto tempo? Porque ele não acreditava que comigo ele jamais sofreria? O que o fez pensar que eu o amarraria ao pé da mesa e o proibiria de ser feliz?
Talvez, houvesse a explicação mais óbvia pra tudo isso e, infelizmente eu teria que
aceitar: ele simplesmente não gostava de mim.
Eu cheguei a imaginar que eu seria alguém suficientemente capaz de fazê-lo mudar de idéia, de mostrar a ele o que eu realmente era e o que eu realmente queria pra ele, mas ele não me ouviu o suficiente.
Faria diferença isso agora? A decisão dele foi tomada, e eu.. parei pra prestar atenção no som da chuva nas árvores lá fora; aqueles sons naturais me anestesiariam até eu dormir? De qualquer jeito, eu não podia fugir da verdade;
ela veio, eu a esperei ansiosamente..embora desconhecesse como ela realmente era.
Eu nunca tive medo, mas isso não mudaria nem um pouco o que eu sentia.
Eu ia seguir em frente, eu não tinha outra opção e, de certo modo, eu estava preparada, como sempre estive.
Inevitável, sempre.
[...]

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Raquel, 19 anos.

Raquel, 19 anos.
Se na vida eu apanho, outras vezes eu bato, mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão!

moonfate ♥


Conheci uma mulher,
cujo sorriso brilhava

mesmo nunca tendo a visto, muitas vezes eu senti
seu olhar a me sorrir.

Sua alma era irmã da minha,
e em cada sonho que tinha

para lá eu me transportava,
por desejar ardentemente

ser como ela, pura alegria.

Um dos desejos que eu tinha, mais que tudo nesse mundo:
vê-la feliz e contente,
envolta na própria magia.


Mas ela me confessou,
com irreverência e desdém

ter o destino da lua:
'que a todos encanta e,
não é de ninguém.'


Eu pude ver claramente,
que a sua alma tão meiga

não era irmã simplesmente..
era cópia fiel da minha..
feliz ou infelizmente!

Sou uma filha da natureza:

quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim.
Mas vale a pena.
Mesmo que doa.
Dói só no começo.