Inc♥mum.

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Me vi tão envolvida com uma história que nunca me pertenceria, que comecei a viver meus dias ainda mais isolada, meu hábito alimentar mudou e minha sede mudou completamente; me perguntava se seriam coisas da idade, falta de outros assuntos (do que fazer, na verdade) ou se todo mundo já sonhou em viver um grande amor. Não exatamente igual ao que eu estava lendo, mas sim, um amor onde as confidências, os desejos e, principalmente, os obstáculos eram inevitáveis. As pessoas ultimamente não se declaram, vivem muitos clichês; o eu te amo, infelizmente, 'já era'.
Eu lamentava por viver num lugar tão desinteressante, mesmo que as pessoas fossem legais e gostassem de mim, eram muito acomodadas, pareciam satisfeitas com o que tinham, e não buscavam mais, não gostavam nem um pouco de demonstrar o amor que sentiam, ou ao menos, gostariam de sentir. Raros eram meus amigos que pensavam o mesmo que eu, e esses, eu os considerava especiais.
Desse modo, fui desacreditando cada vez mais do amor entre as pessoas normais; eu nunca me considerei normal...
Confesso que já quis ser normal, mas algo em mim, não aceitaria essa comodidade que as pessoas têm e, eu seria infeliz, certamente.
(Minha mãe me interrompera, apareceu na janela do meu quarto e eu comentei com ela algumas 'novidades' que eu acabara de descobrir virtualmente, mais decepções...ou não).
Antes de começar aquele livro, daquela história espetacular de amor, eu passei por alguns momentos que me marcaram; finalmente, eu conseguira ficar com alguém que eu teria gostado há um bom tempo atrás, e ele, pelo que me parecia, gostava da minha companhia também. Até que eu gostava de interpretar certas atitudes, mas quando começamos a gostar da pessoa, isso vira um vício; você passa a querer descobrir o que ele quis dizer com aquilo, ou o que ele realmente pensou quando dissera tal coisa; passamos a interpretar, praticamente todo o tempo, cada sorriso silencioso, cada olhar perdido, cada palavra proferida, cada gesto, cada carinho. Mas, ele não vivia por aqui e, o tempo era o único que cuidaria de tudo isso, ao meu ver.
Enquanto nada acontecia, eu me entreguei de tal maneira a história de Edward Cullen e Bella Swan, eu me sentia feliz por aquele amor entre os dois existir, fora que assim como meu amigo me disse, eu, embora não estivesse apaixonada por um vampiro (rs), tinha muito de Swan em mim. Eu não costumava muito admitir quando realmente começava a amar alguém, mas quando eu o descobria e via sua intensidade, me entregava completamente.
Eu sempre fui do tipo "prefiro sangrar com cortes de amor, do que viver sem cicatrizes"; eu jamais abandonaria essa idéia, esse trecho de uma das minhas canções favoritas.
Eu vivi esses últimos dias de um modo estranho mas, interessante; enquanto passava por algum lugar ou fazia alguma coisa, minha mente automaticamente começava a descrever aquele momento como se fosse página de um livro. A história estava me tomando absurdamente mas, eu não me importara nem um pouco com aquilo, sinceramente. Quem sabe, algum dia, eu não começaria a descrever como seria o Edward da minha vida, pra valer. Amor em mim não faltava, jamais faltaria. E eu sempre esperei por alguém assim, que me amasse e mesmo diante de obstáculos, não tivesse medo ou vergonha de me assumir, de se entregar ao amor que possivelmente sentiria por mim, de me fazer declarações, surpresas ou se sentisse enciúmado quando me visse próxima a algum (des)conhecido; eu nunca encontrara alguém disposto a viver algo com tanta intensidade...
Mais uma vez, ou as pessoas eram acomodadas demais, ou eram bem ignorantes para entender a dimensão do amor, para se entregar a ele, sem se preocupar com opiniões alheias ou o que o destino lhes reservava.

'não me importava de onde meu amor surgira, como ou porque nasceu..mas sim, o que eu faria com ele quando o descobri em mim!'
Essa frase, não me deixava o pensamento. Também não sabia o porque ela tinha chegado até mim, como se fossem essas 'vozes interiores' que todos temos, sabem?
Estranho, mas ainda assim, interessante...
O medo, certamente, me abandonara de vez.
Em seu lugar, a sede de viver uma aventura, eu desejara mais que tudo, viver o final de 2008 cercada de bons momentos, dignos de se escrever uma bela história de fim de ano.
[...]

1 comentários:

Vinícius 15 de novembro de 2008 11:17  

Pois é, sonhar com um amor desses, assim tão perfeitos, é natural... Diria que é uma fase ímpar na vida de algumas pessoas, essas que vc acabou de chamar de especiais.
A gente tem que se sentir muito feliz por querer vivenciar algo do tipo...
Sem dúvidas é MUITO difícil encontrar a pessoa "certa", mas, como tua na vida, a recompensa depois é maior e fará você dizer "Valeu a pena" a cada segundo, incessantemente...
Que bom que você esteja gostando do livro, Eu realmente vi muito da Bella em vc Kel =]~
Boa sorte... pra você
pra mim
Pra nós...
E que um dia, inesperadamente, o amor também possa nos surpreender!
Amo você =]

Raquel, 19 anos.

Raquel, 19 anos.
Se na vida eu apanho, outras vezes eu bato, mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão!

moonfate ♥


Conheci uma mulher,
cujo sorriso brilhava

mesmo nunca tendo a visto, muitas vezes eu senti
seu olhar a me sorrir.

Sua alma era irmã da minha,
e em cada sonho que tinha

para lá eu me transportava,
por desejar ardentemente

ser como ela, pura alegria.

Um dos desejos que eu tinha, mais que tudo nesse mundo:
vê-la feliz e contente,
envolta na própria magia.


Mas ela me confessou,
com irreverência e desdém

ter o destino da lua:
'que a todos encanta e,
não é de ninguém.'


Eu pude ver claramente,
que a sua alma tão meiga

não era irmã simplesmente..
era cópia fiel da minha..
feliz ou infelizmente!

Sou uma filha da natureza:

quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim.
Mas vale a pena.
Mesmo que doa.
Dói só no começo.