Incertezas.

Ágape*, surpreendeu-me por diversas vezes numa mesma semana..Sem nenhum motivo aparente.
Enquanto Eros*, explodia em mim toda vez que eu ouvia a mesma música instrumental. Parecia amor demais pra uma pessoa só, eu não estava mais aguentando.
Porque nunca tive a oportunidade de dividir tamanho amor com ninguém? Posso ter errado em algumas escolhas, ter me iludido com certas pessoas; talvez, a maior culpa disso tudo, fosse minha; mas acho que acima dos meus erros, meus feitos bem intencionados poderiam me trazer alguma recompensa. Eu sempre esperei por alguém que não tivesse muito, talvez um abraço me confortando e uma certa convicção enquanto me dizia "tudo vai acabar bem", me fariam extremamente bem, agora. Não queria desacreditar do "amor" de alguém por mim ainda, mas é inevitável.
Quando pensei que, finalmente, tivesse chegado minha vez, hora de dividir e cultivar com alguém tudo aquilo que sempre existiu de bom dentro de mim, a distância veio e o afastou de mim; arrancando-me fora (quase) todas as esperanças.
Mas a dor começa a ficar cada vez mais incômoda, quando começamos a repensar "será que realmente vale a pena, passar o que passamos por tal pessoa?"
Comecei a reparar também que tenho desperdiçado palavras demais para pessoas que ou não precisam ouvir ou simplesmente não as compreendem, não as absorvem. Apenas as acham "bonitas", concordam sem ao menos levar em consideração a dimensão do que há por trás de tudo isso. Isso me entristece, absurdamente.



"Depois da tempestade, vem a calmaria."
Espero que minha calmaria, tenha Nome e Sobrenome..depois de tanto tempo!

- Será pedir demais?

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Raquel, 19 anos.

Raquel, 19 anos.
Se na vida eu apanho, outras vezes eu bato, mas trago a minha blusa aberta e uma rosa em botão!

moonfate ♥


Conheci uma mulher,
cujo sorriso brilhava

mesmo nunca tendo a visto, muitas vezes eu senti
seu olhar a me sorrir.

Sua alma era irmã da minha,
e em cada sonho que tinha

para lá eu me transportava,
por desejar ardentemente

ser como ela, pura alegria.

Um dos desejos que eu tinha, mais que tudo nesse mundo:
vê-la feliz e contente,
envolta na própria magia.


Mas ela me confessou,
com irreverência e desdém

ter o destino da lua:
'que a todos encanta e,
não é de ninguém.'


Eu pude ver claramente,
que a sua alma tão meiga

não era irmã simplesmente..
era cópia fiel da minha..
feliz ou infelizmente!

Sou uma filha da natureza:

quero pegar, sentir, tocar, ser.
E tudo isso já faz parte de um todo, de um mistério.
Sou uma só... Sou um ser.
E deixo que você seja. Isso lhe assusta?
Creio que sim.
Mas vale a pena.
Mesmo que doa.
Dói só no começo.